Propuesta POA - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
SAMBÓDROMO – RIO DE JANEIRO 2007- 2008
"Rio de ladeiras, civilização, encruzilhadas, cada ribanceira é uma nação” (Chico Buarque)
A ilustração do texto se encontra no link:METAMIRADA
http://video.google.com/videoplay?docid=-3874484114919898699
A ESCOLA DE SAMBA MOCIDADE ALEGRE DO URBANO III – UNIRITTER, PORTO ALEGRE/RS, SE PREPARA PARA DESFILAR NA AVENIDA. COM O SAMBA ENREDO:
METAMIRADA
Novos olhares – do paralelo 30° ao paralelo 22°
PARALELO 30° Porto Alegre, Cidade do Fórum Social Mundial... Do papo cabeça!
PARALELO 22° Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa... Da Estética da Ginga!
SAMBA ENREDO É...
Samba como disparador!
Samba como realidade!
Samba como arquitetura!
Samba como linguagem, como idioma, como expressão, como espacialidade de uma territorialidade nem tão oculta!
Terrritorialidade – território do espaço informal, da deriva espacial e social, da obscuridade legal, do descompromisso com a falsa moral da sociedade oficial, da mestiçagem antropológica e da hibridez topológica: FAVELA DA ROCINHA
SAMBA-ENREDO (Dicionário Aurélio da língua portuguesa)
[De samba1 + enredo.]
Substantivo masculino.
1.Bras. Samba de enredo. [Pl.: sambas-enredos e sambas-enredo.]
SAMBA:
samba1
[Do quimb. Semba, ‘umbigada’, do umbundo samba, ‘estar animado, estar excitado’, ou do luba e outras línguas bantas, samba, ‘pular, saltar com alegria’.]
Substantivo masculino.
1.Bras. Dança cantada, de origem africana, compasso binário e acompanhamento obrigatoriamente sincopado.
2.Bras. A música que acompanha essa dança.
3.Bras. V. arrasta-pé (1).
4.Bras. N. V. xiba (1).
5.Bras. Pop. V. cachaça (1).
Samba de breque. 1. Bras. Mús. Pop. Tipo de samba criado na cidade do Rio de Janeiro, no início da década de 1930, e no qual o cantor dá uma ou mais paradas súbitas (breques) a fim de encaixar frases faladas, de caráter humorístico.
Samba de enredo. 1. Bras. Mús. Pop. Samba composto especialmente para ser cantado durante os desfiles das escolas de samba por ocasião do carnaval. [A letra desse samba e o enredo do espetáculo em desfile têm um tema em comum, quase sempre de fundo histórico-patriótico. Tb. se diz samba-enredo.]
Samba de partido alto. 1. Bras. Mús. Pop. Gênero de samba muito próximo do batuque africano, e cultivado na cidade do Rio de Janeiro desde o fim do séc. XIX por grupos de negros já urbanizados. É dança de umbigada, com ritmo marcado por palmas, prato de cozinha raspado com faca, chocalho e outros instrumentos de percussão, e, às vezes, acompanhada pelo violão e pelo cavaquinho. [Segundo velhos sambistas, a expressão partido alto provém da alta dignidade desse samba, cultivado por minorias negras.]
FAVELA:
favela1
[Do top. Favela (< fava + -ela), do Morro da Favela (RJ), assim denominado pelos soldados que ali se estabeleceram ao regressar da campanha de Canudos.]
Substantivo feminino.
1.Bras. Conjunto de habitações populares toscamente construídas (por via de regra em morros) e com recursos higiênicos deficientes. [Sin.: morro (RJ) e caixa-de-fósforos (SP). Cf. bairro de lata.]
MELODIA:
Quem não gosta de samba...
Bom sujeito não é! É ruim da cabeça ou doente do pé...!
Samba da minha terra
Deixa a gente mole
Quando se dança
Todo mundo bole
Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça
Ou doente do pé
Eu nasci com o samba
No samba me criei
E do danado do samba
Nunca me separei letra e musica de Dorival Caynmmi
METAMIRADA
É o tema do enredo – da investigação, que um grupo de aficionados pelas coisas do Brasil – a Mocidade Alegre do Urbano III – por alerta, entusiasmada, curiosa e descompromissada com os preconceitos da cidade oficial, escolheu como desafio!
Desafio de conhecer, desafio de revelar, de expor, de penetrar e transformar a outra face do Brasil – a favela nem tão oculta...!
“O enredo pode ser entendido como o desdobramento do tema do desfile, o eixo organizador da história a ser contada. No passado, o enredo tinha características narrativas, apropriando-se, às vezes, dos recursos do drama teatral, com um protagonista, seus antagonistas, uma intriga claramente definida e um desenvolvimento temporal, com princípio, meio e fim.”
META: (Dicionário Aurélio da língua portuguesa)
met(a)-
[Do gr. metá, adv. e prep.]
Prefixo.
1.= ‘mudança’; ‘posterioridade’, ‘além’; ‘transcendência’; ‘reflexão crítica sobre’: metafonia, metamórfico, metacronismo, metapsíquico, metalinguagem
METALINGUAGEM: (Dicionário Aurélio da língua portuguesa)
metalinguagem
[De met(a)- + linguagem.]
Substantivo feminino.
1. E. Ling. A linguagem utilizada para descrever outra linguagem ou qualquer sistema de significação: todo discurso acerca de uma língua, como as definições dos dicionários, as regras gramaticais, etc. Ex.: chover é um verbo defectivo. [Cf. função metalingüística.]
2.P. ext. Linguagem mediante a qual o crítico investiga as relações e estruturas presentes na obra literária.
MIRADA: (Dicionário Aurélio da língua protuguesa)
mirada
[De mirar1 + -ada1.]
Substantivo feminino.
1. Ato de mirar; olhar, olhadela, olhada.
MIRADA TÁTICA: (Dicionário Metápolis de Arquitectura Avanzada)
“Hoy temos nuestro entorno enfrentados a uma nueva realidad física pero tambien a impresiones paralelas a la misma ; como em um campo maanipulado, nos entrentamos pues a uma realidad multifacetada em la que podemos llegar, incluso, a sentir desconcertantes “extrañamientos frente al lugar”
Nuestra orientación – y nuestra acción – requieren ahora uma mirada más híbrida y mestiza. La de unos nuevos – y curiosos – exploradores equipados com um instrumental de enfoques y objetivos diversos; moviles; polifocales.”
DESFILE
DESFILAR (Dicionário Aurélio da língua protuguesa)
[De des- + fila1 + -ar2.]
Verbo intransitivo.
1.Marchar em fila(s); passar um após outro.
2.Seguir-se imediatamente um ao outro; suceder-se:
As candidatas a “miss” desfilaram perante a multidão.
3.Bras. Sair dançando, cantando, ou em exibição, numa escola de samba (1).
Verbo transitivo direto.
4.Ostentar com alarde; exibir:
Passou desfilando o vestido novo.
META DESFILE
CONTEÚDO
AVANZADA, ARQUITECTURA (Dicionário Metápolis de Arquitectura Avanzada)
Que avanza, que marcha. Arquitectos caminantes frente a arquitectos contemplativos. Proposiciones frente a posiciones... Se produce, em efecto, como resultado de um proceso directo de intercambio. Em sinergia e interacción flexible com el entorno em que el actúa. Um acto de ecologia activa que interactua decididamente com el médio...
SIGNIFICADO
O desfile da escola de samba não é apenas um acontecimento lúdico, mas o ato de contar uma história em conformidade com um padrão consolidado pela tradição e consubstanciado em um regulamento. Pode ser entendido como um ato de linguagem, passível de análise de seus aspectos semânticos e sintáticos. A escola de samba, como qualquer organismo social, é uma estrutura constituída por uma infinidade de elementos em processo de mútua interação. Analisando a função de cada um desses elementos, podemos fazer um exercício de identificação de algumas possibilidades de correspondências astrológicas.
META DESFILE DA MOCIDADE ALEGRE DO URBANO III
CONTEÚDO
A Mocidade Alegre realiza um meta desfile que se baseia no “enredo” do projeto como instancia criadora capaz de transformar ou reabilitar uma realidade – neste caso a realidade urbana da favela da Rocinha
SIGNIFICADO
PROJETO COMO INSTANCIA CRIADORA
A arquitetura é uma produção mágica que não está circunscrita ao espaço rígido das três dimensões, tampouco condicionado ao fator decisivo do tempo.
O espaço arquitetônico se configura mais como um processo, depende de um conjunto de propriedades ou dispositivos que se iniciam com a consciência da necessidade a resolver, mas que fundamentalmente se fecundam na criação do novo, com a evocação de imagens possíveis para materializar a arquitetura.
Onde habitam estas as imagens senão no limiar entre o mundo real e o mundo virtual? Virtual entendido como sendo aquele que encerra imagem, ou revela imaginação!
Onde se busca a criatividade senão na geração de transgressões da realidade?
O dinâmico jogo de forças entre o real e o virtual é o que precede o ato criador, a concepção, a imagem, o espaço arquitetônico tangível.
O aprofundamento das possibilidades do ato criador na arquitetura avançou pela constante busca da dissolução dos limites e pela transversalização de conceitos, pela transgressão transformadora.
Segundo Kahn, a arquitetura é a criação consciente de espaços, mas como é este estado de consciência? Será talvez uma fuga, uma evasão controlada da realidade?
Trata-se de construir imagens que contenham forma? Formar imagens!
Formar imagens é dinamizar os meios para pensar a arquitetura e as formas que os conceitos podem gerar. Este é o campo de exploração, que se valendo de outros “corpus” disciplinares, inclusive da intuição onde se processa a sensibilidade pura e onde o confronto com a virtualidade, se expressa em seu sentido mais profundo.
A idéia é buscar no espaço virtual mais experiências do que comprovações, mais ensaios que construções. Mais discursos que justificativas.
O processo de verificação do conhecimento sobre o projeto se transforma em tema central, como construção interdisciplinar e epistemológica e que se completa e expressa sobre o suporte da animação virtual.
A idéia é abrir um canal em busca do novo, do insólito, da transgressão de temas recorrentes, em uma visão prospectiva e antecipatória de novos espaços, novos cenários de vida da casa à cidade, propiciados pelas relações entre o mundo real e o mundo virtual, entre o local e o mundo global a vida GLOCAL.
ESTRUTURA-ENREDO E META ENREDO DA ESCOLA MOCIDADE ALEGRE DO URBANO III
BATERIA
SIGNIFICADO
O papel da bateria é insuflar vida no desfile da escola. É o fator dinâmico que faz a diferença entre uma agremiação carnavalesca e um mero desfile de carros alegóricos. Através da bateria, incorporam-se ao desfile elementos imponderáveis, mas de importância fundamental para seu sucesso, como o ritmo, a empolgação e a alegria. Nas religiões afro-brasileiras, o toque dos tambores é utilizado para a indução do transe, criando condições para o contato com o invisível. O ritmo frenético desmonta a estabilidade da matéria e abre caminho para a transcendência.
CONTEÚDO
A bateria representa o processo de trabalho no período de 3 meses, que ao desenvolver-se em atelier semanal, imprime ritmo e harmonia ao conjunto dos projetos desenvolvidos , através da musica, da melodia e da letra do samba enredo que trata da metamirada, isso é do olhar estrangeiro, de alunos de arquitetura do Uniritter, radicados em Porto Alegre- RS, sobre a realidade complexa de uma favela carioca – rocinha.
COMISSÃO DE FRENTE:
SIGNIFICADO
Tem a função de saudar o público e pedir passagem para o desfile. A apresentação pode ser feita da maneira tradicional ou de modo adequado ao enredo. Criam e executam a coreografia para apresentarem a escola de samba na avenida.
CONTEÚDO
A comissão de frente é formada pelos professores que compõem a disciplina, os parentes e amigos que contribuirão para a montagem da escola.
CARRO ABRE ALAS:
SIGNIFICADO
Um carro alegórico, o abre-alas, que abre o desfile, sendo precedido apenas pela comissão de frente. O abre-alas é o portador da identidade da escola - seja porque é o que vem na frente, iniciando a apresentação do enredo. O carro abre-alas forma uma polaridade com a comissão de frente. O abre-alas tem um sentido afirmativo ("estamos aqui"), enquanto a comissão de frente "negocia" a relação entre a escola e o mundo exterior. É o corpo de embaixadores que anuncia, diplomaticamente, a passagem do rolo compressor.
CONTEÚDO
Um “estandarte” que identifique o grupo e o enredo.
E o descobrimento do Brasil inverso pela “deriva voyerista”.
MESTRE SALA E PORTA BANDEIRAS:
SIGNIFICADO
Os anfitriões da escola, escolhidos entre seus melhores passistas. Responsáveis pela apresentação da bandeira (pavilhão) da escola. A função do Mestre Sala é cortejar e apresentar a Porta Bandeira, bem como proteger o pavilhão da escola, e a da porta bandeira a de conduzir e apresentar o pavilhão.
CONTEÚDO
Os melhores, aqueles que foram captados e seduzidos pelo tema e suas transversalidades. – o projeto exemplar do semestre.
ALAS
SIGNIFICADO
As alas, no desfile da escola, é um desdobramento do enredo. Sendo este uma narrativa, a ala é um elemento de sentido, como se fosse um parágrafo da história. Está ali para provocar no espectador um impacto estético-sensorial, mas também para ser lida e compreendida. O encadeamento das alas constitui a sintaxe do desfile, permitindo que a narrativa flua.
Do ponto de vista do desfile, a ala é um agrupamento de foliões que desfilam juntos e portam a mesma fantasia. Entendida como unidade semântica e sintática, Vista como tijolo para a construção da totalidade, ganha também um sentido e signo da expressão arquitetônica.
Do ponto de vista de sua organização interna, a ala é um grupo de pessoas reunidas em função de um interesse comum. A escola de samba, comunidade múltipla e heterogênea. As alas funcionam como pequenas associações que reúnem pessoas que se identificam entre si Seus membros resolvem em conjunto as necessidades grupais.
CONTEÚDO
As alas no processo projetual, têm como disparador os paradigmas conceituais contemporâneos intrínsecos ao projeto urbano. Estes paradigmas possuem princípios compositivos topológicos que, relacionados com o campo de ação delimitado, deverão impulsionar a elaboração dos projetos associados por categorias de temas e problemas,mas com caráter e imagem peculiar a cada grupo.
ALA DAS BAIANAS:
SIGNIFICADO
Representa a tradição, a própria alma feminina da escola. As baianas tiveram origem nas "tias" do início do século, negras baianas vindas para o Rio de Janeiro especialmente na última década do século passado. Era na casa dessas "tias" que se reuniam os compositores e malandros, para saraus musicais regados a muita bebida e tira-gostos. As baianas eram, portanto, aquelas que nutriam os compositores e forneciam a base, a casa, para o desenvolvimento do samba.
É uma ala tradicional onde se reúnem as mulheres, desenvolvem a coreografia das baianas, suas próprias fantasias e adereços e também de acordo com o tema da escola, ensaiam o canto e a coreografia própria para o desfile.
CONTEÚDO
Tem estrangeiro no samba! Registro das viagens ao rio! A meta visão e a versão aproximada de uma realidade distante – do paralelo 30° ao 22°
ALA MIRIM:
SIGNIFICADO
Está no pólo complementar ao da velha guarda. Constituída exclusivamente pelas crianças da comunidade simboliza o futuro e a garantia de que as tradições da cultura popular sobreviverão. Tal como a velha guarda, a ala mirim também responde pela integridade da escola, já que é uma das poucas alas não contaminada pela presença de elementos estranhos às raízes do samba. Tem o forte sentido de garantir a sobrevivência da escola através da renovação de seus membros, a infância como sendo a esperança, a escola que se projeta para o futuro.
CONTEÚDO
Estado de alma: demonstração através do projeto da perplexidade da alma pueril animada pela curiosidade ingênua, cheia de assombro diante do fenômeno apresentado e que brincando, constrói um pretexto para uma atitude séria frente ao inusitado e ao futuro. Rito de passagem entre aprendizado e exercício profissional.
ALA DOS COMPOSITORES:
SIGNIFICADO
Comanda a puxada do samba na avenida. O grupo de compositores - que são também os poetas populares responsáveis pela criação de música e poesia, representando o ato criativo.
CONTEÚDO
Meta Imagem das propostas. Representação da meta intervenção em seu conjunto, acoplando os diferentes layers de ações e estratégias propostas, com a produção de um masterplan que demonstra o conjunto das intervenções que colocarão a Rocinha num novo patamar de qualificação ambiental a partir das pistas existentes. Com ênfase na criatividade mestiça das soluções.
ALAS TEMÁTICAS:
SIGNIFICADO
Desenvolvem a coreografia de sua respectiva ala, de acordo com o sub-tema da ala específica. Desenvolvem também as fantasias e adereços de acordo com o tema da escola. Ensaiam o canto e a coreografia para o desfile. No caso dos desfiles de escola de samba, o ato de fantasiar-se é um recurso de padronização, que transforma, como num processo de clonagem, todos os membros de uma ala em reproduções de um mesmo modelo, com a finalidade de transmitir uma informação. Focado no sentido de unidade de informação.
CONTEÚDO
As alas temáticas serão compostas pelos projetos associados por tipologias programáticas. Reunidos em torno de um tema exporão as diferentes vertentes e ou hipóteses que o mesmo oferece.
ALA TEMÁTICA 1 – ALA DAS LAJES
SIGNIFICADO
Desenvolvem a coreografia de sua respectiva ala, de acordo com o sub-tema da ala específica. Desenvolvem também as fantasias e adereços de acordo com o tema da escola.
CONTEÚDO
As lajes como manifestação de solo artificial, como parcelamento e estruturação fundiária; como alternativa criativa do solo criado; do direito de superfície; da função social da propriedade – a forma de habitar do Brasil inverso.
Tema: Limites para o crescimento vertical: Telhados Verdes
Alunos: Diogo, Joanna Renner, Paula Brum
Tema: Corredores Verdes
Alunos: Ana Laura Arrieta, Eduardo Berthier, Lucas Volpatto
Tema: O desafio da habitação
Alunos: Clara, Daniele, Luis Oscar
Tema: Mutações
Alunos: Bruna Vasconcelos, Daniel Wilges, Lívia Iglin
ALA TEMÁTICA 2 – ALA DO ENTRA E SAI
SIGNIFICADO
Desenvolvem a coreografia de sua respectiva ala, de acordo com o sub-tema da ala específica. Desenvolvem também as fantasias e adereços de acordo com o tema da escola.
CONTEÚDO
Morro abaixo, morro acima: o movimento e a dinâmica do sobe e desce da multidão. As diferentes formas de conexões e de fluxos entre túneis, vielas, becos, ruas, canais e avenidas da cidade. Relações intermodais.
Tema: Costura do tecido urbano
Alunos: Ceres Arruda, Lisiane Preissler, Max Konrath
Tema: Riscos e funções originais
Alunos: Karenina Teixeira, Maria da Glória Menezes, Mauren Neutzling
Tema: Requalificação da paisagem e vias de acesso
Alunos: Ana Clara Viegas Miranda, Barbara Thozeski, Karine Pellegrine
Tema: Labirintos da rocinha
Alunos: Juliana Litwinski e Raquel Dvoranovski
Tema: Acessos e processos da coleta de lixo
Alunos: Graciane Bittencourt, Juliano Brescianini, Raquel Kieling
Tema: Bonde e do saneamento básico: penetrar no caos.
Alunos: Tharik da Rosa e Guilherme Castro
Tema: Rocinha tur: comércio, eventos, lazer e ecoturismo
Alunos: Julio Cesar Bianchi, Márcia Mann, Mariana Peruffo
ALA TEMÁTICA 3 – ALA DO LIXO, SUOR E TRABALHO
SIGNIFICADO
Desenvolvem a coreografia de sua respectiva ala, de acordo com o sub-tema da ala específica. Desenvolvem também as fantasias e adereços de acordo com o tema da escola.
CONTEÚDO
Do lixo sai o luxo! As infra-arquiteturas como alternativas para a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental. Ecologia audaz – requalificadora por reformuladora. Baseada em uma intervenção não impositiva, mas reimpulsionadora – em sinergia com o meio e a tecnologia.
Tema: Moda de Favela
Alunos: Dayane Paz, Juliana Schnor, Marco Calheiros
Tema: Caminhos do Lixo
Alunos: Ana Júlia Arusievicz, Gisele Souza Silveira, Priscila Lameira
ALA TEMÁTICA 4 – ALA DA GINGA DAS PARTES
SIGNIFICADO
Desenvolvem a coreografia de sua respectiva ala, de acordo com o sub-tema da ala específica. Desenvolvem também as fantasias e adereços de acordo com o tema da escola.
CONTEÚDO
Reatividade das partes = relações + ações ou... Interpenetração entre o verso e o inverso. A relação amável entre diferentes estruturas urbanas, consolidação de uma identidade global e requalificação local! “O morro não tem vez, mas quando derem vez ao morro toda a cidade vai cantar!”
Tema:Trabalho Cominitário junto à cooperativas específicas
Alunos: Ana Cristina Lengler, Carolina Albuquerque, Marcos Gabriel Alves
Tema:Espaços para esposições de obras de arte comunitária.
Alunos:André Luis Polezelo, André Luis Rossato, Vitor Hugo Rebello
Tema: Infância na Favela
Alunos: Carla Tagliari e Paula Kruel
Tema: Novo Habitat junto à cultura,lazer e estar.
Alunos: Bárbara Essig, Fernanda Abreu e Jaqueline Manica
Tema:Integração da Rocinha com a Floresta
Alunos:Paula Brum, Paula Megiolaro e Roberta Gerhard
Tema:Torre na Favela
Alunos: Iula Pereira
Tema: Religião, serviços e cultura
Alunos: Caroline Nosehang,Karina Bittencourt e Luiza Loder
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
BARRACÃO
SIGNIFICADO
A primeira área de destaque fica com a produção porque é lá onde todo o sonho apresentado na avenida será desenvolvido. Essa oficina de produção é conhecida como o local onde se desenvolve a manufatura e os ensaios da escola Existe varias pessoas extremamente importantes na gestão de todas as demais dentro da escola. São elas: o patrono; o presidente, o carnavalesco e o administrador do barracão (são eles que cuidam da estratégia da escola, definem o tema do enredo do ano, são rsponsáveis pela criatividade na escola de samba, elaboram os croquis das fantasias, adereços e bonecos dos carros alegóricos, assim como controlam todas as questões burocráticas do dia-a-dia do barracão)
CONTEÚDO
O Barracão representa o atelier de projeto, o espaço físico e a infra - estrutura material que propicia as condições favoráveis para que se desenvolvam os ensaios, os questionamentos e a criação do produto das alas temáticas.
LIÇÕES CORPORATIVAS DAS ESCOLAS DE SAMBA
SIGNIFICADO
Fora esta organização de papéis, o que mais se pode aprender com as escolas de samba é que em seu universo está a prova de quanto o brasileiro pode ser organizado e disciplinado, e que sua motivação vive na integração conquistada no relacionamento saudável com cada pessoa de uma equipe de trabalho alinhada aos objetivos determinados pela escola. As mais importantes e eficazes lições que as Escolas de Samba dão e que ainda desafiam o mundo corporativo são:
A) a importância de saber trabalhar em equipe;
B) a necessidade de ter paixão pelo trabalho;
C) o comprometimento de todos com o resultado final;
D) a consciência generalizadora de que todos podem realizar seus trabalhos de forma competente e dentro do prazo;
E) a visão de que é preciso envolver as pessoas em um empreendimento comum;
F) as vantagens de se ter uma liderança diferenciada (onde existe aprendizado entre subordinados e chefes de setores, trânsito livre na sala dos diretores, desestímulo ao status ou espaços físicos privilegiados que permitem diferenciar os chefes dos subordinados – "todos trabalham em conjunto e em igualdade de condições dentro do barracão", preocupação em reconhecer os que revelem interesse ou habilidades acima da média, reconhecimento do trabalho realizado por todos e incentivo ao job rotation – "estímulo aos funcionários mais interessados em passarem por várias atividades, tornando-os generalistas no barracão).
Isto é apenas um pouco do que podemos tirar do desenvolvimento pessoal e profissional existente no mundo das escolas de samba!
CONTEÚDO
Como valor intrínseco este exercício pretende e persegue a elaboração de um meta-projeto. Apropriando-se da estrutura organizacional de uma escola de Samba – Manifestação genuína brasileira, tem como fim a manipulação de uma realidade distante como forma de exercício interdisciplinar e pedagógico no desenvolvimento de aprendizado da arquitetura e do urbanismo
Nesta perspectiva, então, entende-se que a construção do objeto arquitetônico tem um tempo medido pelo avanço das configurações que se transformam em modelos cada vez mais precisos da realidade projetada, até estabilizarem-se em soluções que podem, pela coerência entre as partes, ser tomados como um todo acabado, dentro das condições do problema enfrentado. Da mesma forma, a construção do repertório coletivo de soluções exemplares, nas quais se configuram métodos, técnicas, tipologias, etc., seguem momentos ou patamares de organização, no plano da constituição dos saberes, de suas tematizações e formalizações. Assim, diferentes escalas de construção do conhecimento situam-se concentricamente em relação umas às outras: é o que ocorre na gênese do projeto, da obra de arquitetura, onde se renovam na escala do objeto, os passos do desenvolvimento cognitivo do sujeito, em ciclos interdependentes e abertos.
Esta noção de escalas, ou círculos expandidos de construção do conhecimento, permite transpor aquilo que se constitui no interior dos sistemas de significação (como é o caso dos objetos que constituem o universo da arquitetura e urbanismo) para outro âmbito de abrangência, que os engloba na gênese de estruturas e categorias configuradoras de campos do saber, identificados com uma arte ou ciência.
Ora, no ensino de arquitetura, o estatuto epistêmico da prática projetual demarca a construção do conhecimento arquitetônico.
Expandindo as vivências individuais de alunos e professores na dimensão coletiva do Curso, a construção do repertório. Conjunto ordenado de conhecimentos que sustentam a prática do ofício . é um projeto comum a todos.
Parte integrante do projeto pedagógico do curso, os processos de descoberta e invenção que caracterizam a progressiva constituição do repertório nele se instalam, poderíamos dizer, como um meta-projeto de arquitetura.(Projeto Pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo)
JURADOS
SIGNIFICADO
Sendo o desfile de escolas de samba uma competição, é necessário que haja um juiz. Um não, vários! Seu trabalho não é dos mais divertidos: passam a noite inteira trancados em solitárias cabines, observando e atribuindo pontos, em função de alguns parâmetros de avaliação.
CONTEÚDO
Todos aqueles que, conjuntamente com o corpo dos professores diretamente envolvidos, julgarão pública e virtualmente essa experiência.
QUESITOS DE JULGAMENTO
SIGNIFICADO
Nos Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial, os Quesitos em Julgamento são os seguintes: Bateria; Samba-Enredo; Harmonia; Evolução; Enredo; Conjunto; Alegorias e Adereços; Fantasias; Comissão de Frente; e Mestre-Sala e Porta-Bandeira.
CONTEÚDO
No julgamento de um meta-projeto os quesitos de julgamento deverão pautar-se na criatividade, pertinência do tema, na solução do problema, na economicidade, na diversidade, em alternativas inovadoras, formas de expressão, e, fundamentalmente na meta linguagem – o outro olhar!